Dia Mundial do Cólon: compreender o cancro colorretal, reconhecer sinais de alerta e conhecer o rastreio

Dia Mundial do Cólon: compreender o cancro colorretal, reconhecer sinais de alerta e conhecer o rastreio
31 de Março, 2026

Dia Mundial do Cólon: compreender o cancro colorretal, reconhecer sinais de alerta e conhecer o rastreio

Assinala-se a 31 de março o Dia Mundial do Cólon (Colon Cancer Awareness Day), uma data dedicada à sensibilização para o cancro colorretal, também conhecido como cancro do intestino. Trata-se de uma das doenças oncológicas mais frequentes na população adulta e um importante problema de saúde pública.

Apesar da sua incidência, o cancro colorretal é também uma das doenças em que a prevenção e o diagnóstico precoce podem ter maior impacto na sobrevivência e na qualidade de vida.

Informar a população sobre os sinais de alerta, os fatores de risco e a importância do rastreio é essencial para promover uma deteção mais precoce da doença.

O que é o cancro colorretal

O cancro colorretal desenvolve-se no cólon ou no reto, estruturas que fazem parte do intestino grosso.

Na maioria dos casos, este tipo de tumor surge a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que se desenvolvem lentamente ao longo de vários anos. Embora nem todos os pólipos evoluam para cancro, alguns podem transformar-se em tumores malignos se não forem identificados e removidos atempadamente.

É precisamente por esta evolução lenta que o rastreio e a vigilância médica assumem um papel tão importante na prevenção.

“O cancro do intestino desenvolve-se muitas vezes de forma silenciosa durante vários anos, o que reforça a importância do rastreio e da vigilância clínica.”

Quem tem maior risco

O risco de desenvolver cancro colorretal aumenta com a idade, sendo mais frequente a partir dos 50 anos.

Existem, no entanto, vários fatores que podem contribuir para aumentar esse risco, entre os quais:
– idade superior a 50 anos
– história familiar de cancro colorretal
– alimentação pobre em fibra e rica em alimentos processados
– excesso de peso
– sedentarismo
– consumo de tabaco e álcool
– algumas doenças inflamatórias do intestino

“Conhecer os fatores de risco não significa alarmismo – significa ter informação para cuidar melhor da saúde.”

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Em fases iniciais, o cancro colorretal pode não provocar sintomas. Ainda assim, existem alguns sinais que devem motivar atenção e avaliação médica.

Entre os mais frequentes encontram-se:
– sangue nas fezes
– alterações persistentes do trânsito intestinal (diarreia ou obstipação)
– fezes mais finas do que o habitual
– dor ou desconforto abdominal persistente
– cansaço ou fadiga sem causa aparente
– perda de peso inexplicada
– náuseas ou vómitos em situações mais avançadas

Estes sintomas podem ter várias causas e não significam necessariamente a presença de cancro, mas devem ser avaliados por um médico.

“Sangue nas fezes nunca deve ser ignorado – mesmo quando parece algo benigno.”

O que é o Programa Nacional de Rastreio do Cancro Colorretal

Em Portugal, existe um programa organizado de rastreio do cancro colorretal, integrado no Programa Nacional para as Doenças Oncológicas e promovido pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Este rastreio tem como objetivo identificar precocemente alterações no intestino em pessoas que não apresentam sintomas, permitindo uma intervenção mais precoce quando necessário.

De forma geral, o rastreio destina-se a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos.

As pessoas elegíveis podem receber um convite para realizar o teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes, um exame simples e não invasivo que permite detetar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu.

Este teste é realizado em casa, através de um kit próprio, e posteriormente analisado em laboratório.

Quando o resultado é negativo, a pessoa volta a ser convidada para novo rastreio no intervalo recomendado.

Quando o resultado é positivo, é fundamental procurar avaliação médica. Pode ser necessário realizar uma colonoscopia, exame que permite observar diretamente o interior do intestino e remover pólipos, caso existam.

“O rastreio permite identificar alterações precoces, muitas vezes antes de surgirem sintomas.”

A importância do diagnóstico precoce

Quando o cancro colorretal é diagnosticado em fases iniciais, as probabilidades de tratamento eficaz são significativamente mais elevadas.

Por esse motivo, conhecer os sinais de alerta e cumprir as recomendações de rastreio é fundamental para proteger a saúde.

“O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento do cancro do intestino.”

Vigilância e acompanhamento médico

Além do rastreio, é importante procurar avaliação médica sempre que surgem sintomas digestivos persistentes ou alterações do trânsito intestinal.

No grupo Terra Quente Saúde, as consultas de Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Gastrenterologia permitem avaliar sintomas digestivos, orientar exames de diagnóstico e acompanhar a saúde intestinal de forma adequada.

Cuidar da saúde do intestino é um passo essencial para a prevenção e para uma melhor qualidade de vida.

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